Animais do CCZ de São Paulo estão morrendo de frio
Olá queridos amigos, domingo está chegando e será mais um dia de passeio com os cães capturados pelo CCZ.Estou muito feliz com o fato do número de voluntários aumentar a cada domingo.Há um mês éramos 4 e no último domingo , mais de 100 pessoas apareceram para passear com os animais.Mas um outro problema ,gravíssimo, surgiu e precisamos nos unir para resolver.O inverno está chegando, as temperaturas estão muito baixas e as baias do CCZ são abertas e venta absurdamente lá. Muitos animais chegam a MORRER DE FRIO. Apesar dos esforços de todos em pedir doação de jornais e cobertores,isso não foi suficiente. Eles precisam de CASINHAS, CAMINHAS, TAPETES, COBERTORES ,para se abrigarem, se protegerem do frio intenso.
Quem puder comparecer domingo e levar ,será mais do que bem vindo, será a salvação de vidas.Se cada um de nós levar uma casinha(pode ser de qualquer tamanho) OU CAMINHAS,ROUPINHAS,TAPETINHOS, COBERTORES(PODE SER VELHO)aliviaremos O SOFRIMENTO DELES eevitaremos que MORRAM DE FRIO.
Estarei fora de São Paulo, neste domingo, mas a minha família estará lá e levará roupinhas,petiscos,jornais,anti -pulgas e casinhas, que já preparamos.Este é um apelo mais do que urgente e sei que será atendido por todos aqueles que amam e respeitam os animais e sofrem em vê-los em situação de penúria.
Um abraço sincero a todos
Luisa Mell
Muito triste em saber que eles estão morrendo de frio
Recebi este documento da Uipa(União Protetora dos Animais) em um caso gravíssimo de agressão, mutilação, agonia e morte de um cão abandonado pelo dono .
"A UIPA , União Internacional Protetora dos Animais, permite-se vir à presença de seus associados e colaboradores expor caso gravíssimo, atinente à conduta profissional de médico veterinário, que a UIPA entendeu como cruel.
INTRODUÇÃO
Em honra aos seus objetivos institucionais, a UIPA demitiu integrante de sua equipe veterinária que, sem autorização ou ciência da entidade, submeteu à cirurgia um cão tetraplégico, despejando-lhe sobre a coluna vertebral grande quantidade de resina dentária não estéril, sem indicação para uso cirúrgico, em procedimento sem anestesia eficaz e sem assepsia, realizado fora do expediente. Tamanha foi a infecção promovida no animal, que seu dorso abriu-se, deixando expostos a coluna vertebral, tecido subcutâneo e musculatura adjacente.
Além de experimentar dor severa durante o ato cirúrgico, o animal ainda permanecia sem analgesia por pelo menos 9 horas consecutivas por dia, supondo-se que a medicação fosse feita às 16 horas, horário do término de expediente da clínica, além de permanecer sem acompanhamento por 17 horas consecutivas.
O profissional não permitiu que a UIPA eutanasiasse o cão, ou o encaminhasse a outro estabelecimento, prolongando sua situação de martírio por mais de 20 (vinte dias), sob a alegação de que a cirurgia fora um sucesso, e que o animal estava se recuperando , o que foi desmentido pelo laudo de histórico clínico da USP, para onde o animal foi levado , sob os protestos do referido profissional.
Com base em imenso conjunto de irrefutáveis provas, a UIPA levou o caso ao CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA, que, por unanimidade, absolveu o executor da cirurgia, sob a alegação de que ele tudo fez para salvar o animal. Dessa decisão foi interposto recurso visando a responsabilização do referido profissional, que transgrediu normas e princípios fundamentais do Código de Ética.
De fato, em defesa de um acusado de infrações dessa natureza, sempre se poderá alegar que o profissional agiu para salvar o animal, independentemente, da barbárie cometida.
No caso, a alegação não convence, mesmo porque a vida do animal nem se encontrava em perigo, pelo contrário. Foi o acusado, com sua injustificável conduta, que a pôs em risco, causando-lhe o fim, após uma agonia de mais de vinte dias. Ao submeter o cão, com Erlichiose, sem prévios exames, a uma complexa cirurgia, executada de forma grotesca, o acusado demonstrou desconhecer o procedimento a que se propôs, a ponto de o DEPARTAMENTO DE CIRURGIA DA FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO atestar que foram violadas as boas práticas das técnicas cirúrgicas, por não atender a requisitos básicos reclamados por todas as técnicas de cirurgia de coluna.
A análise do conjunto de fatos e de circunstâncias denunciam, à toda evidência, que o acusado manteve-se impassível diante da sorte do cão, provocando-lhe um atroz sofrimento que o conduziu à morte, e com assombroso descaso.
Desde o momento em que o animal chegou às mãos do acusado, até o último instante em que esteve sob seus cuidados, incluindo a desastrosa cirurgia e a agonia de mais de vinte dias, não houve um só acerto.
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Indiferente ao martírio imposto a um cão desvalido, a Justiça Trabalhista concedeu uma milionária indenização a quem lhe causou a desgraça, condenando a entidade ao pagamento de cerca de duzentos e cinqüenta mil reais, por danos morais, o que coloca sob risco a sobrevivência dos animais da UIPA e de outros milhares que por lá aportam, já que a própria manutenção da entidade está ameaçada.
Segue abaixo um breve relato da macabra cirurgia realizada pelo profissional absolvido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária.
Como o processo é sigiloso, o nome do profissional, contratado e demitido por uma antiga gestão da entidade, não pode ser divulgado.
HISTÓRICO:
A UIPA acolheu um cão pastor, que após ter sido abandonado por quem lhe detinha a guarda, foi vítima de atropelamento, que o deixou com tetraparesia e traumatismo craniano.
Como a UIPA não dispõe de um hospital, e sim de uma clínica veterinária, cujo horário de funcionamento é restrito a 12 horas diárias, não é permitida a realização de cirurgias de alta complexidade que reclamem assistência contínua, mesmo porque a entidade não interna animais. Assim, são efetuadas as cirurgias que possibilitam ao guardião do animal retirá-lo no mesmo dia da intervenção médica, do contrário, deve o animal ser removido à instituição que lhe ministre os cuidados necessários.
Violando as regras de procedimento da clínica, referido veterinário submeteu o cão à cirurgia de coluna vertebral.
A cirurgia de coluna vertebral foi executada após a realização de um mero exame de Raio X simples, insuficiente para avaliar traumatismos espinhais torácicos e lombares.
Também não foram realizados exames laboratoriais prévios, que só foram feitos dois dias após o ato cirúrgico (o exame de hemograma é importante no pré-operatório de qualquer animal, mas em se tratando de um animal com infestação por carrapatos, esse exame torna-se imprescindível).
Embora tivesse o acusado verificado infestação por carrapatos, nem mesmo realizou o exame para constatação de Erlichiose, que agravou-se em virtude da cirurgia e da falta de tratamento.
O ANIMAL EXPERIMENTOU DOR DURANTE TODO O ATO CIRÚRGICO, pois a anestesia utilizada foi associação de cetamina e xilazina, contra indicada para cirurgias invasivas, que proporcionam dor severa como as de coluna.
A Clínica da UIPA não dispunha de condição alguma para a realização de cirurgia de coluna, no que tange aos seguintes aspectos:
a) necessidade de internação no pós-cirúrgico, de monitoramento nas 24 horas pós-operatórias e de acompanhamento necessário no período pós-cirúrgico inviável em uma clínica que funciona no restrito horário de 9 às 16 h, e que não dispunha nem mesmo de local para seu alojamento no pós-cirúrgico;
b) ausência de material, de instrumental, de aparelhamento e de implantes cirúrgicos necessários à cirurgia de coluna;
c) necessidade de prover anestesia inalatória, pois o aparelho encontrava-se desativado;
A decisão de operar foi exclusiva do profissional em questão, à medida que era o cirurgião responsável pelo ato cirúrgico, era o clínico responsável pelo pré e pós-operatório, além de ser o RESPONSÁVEL TÉCNICO pela Clínica.
Embora a técnica apontada pelo acusado seja conhecida, a cirurgia por ele realizada não reproduziu nenhuma técnica cirúrgica conhecida, violando preceitos básicos comuns às técnicas cirúrgicas de coluna descritas pela literatura.
Operado à noite, o cão foi deixado sem monitoração alguma, logo após a cirurgia, como provou a UIPA , por meio de seu cartão de ponto.
Durante o dia, o cão era deixado em uma lavanderia, ao ar livre, em um estrado, sobre o solo, em vez de ser deixado em repouso absoluto, era transferido várias vezes ao dia.
Permanecia sem analgesia por pelo menos 9 horas consecutivas por dia, supondo-se que a medicação fosse feita às 16 horas, horário do término de expediente da clínica, além de ser deixado sem acompanhamento por 17 horas consecutivas.
A expulsão da resina contaminada abriu-lhe o dorso, expondo tecido subcutâneo, musculatura adjacente e processos espinhosos das vértebras lombares.
O profissional não permitiu que a UIPA eutanasiasse o animal, ou o encaminhasse a outro estabelecimento, prolongando sua situação de martírio por mais de 20 (vinte dias), sob a alegação de que a cirurgia fora um sucesso, e que o animal estava se recuperando , o que foi desmentido pelo laudo de histórico clínico da USP que atestou que o animal encontrava-se em mau estado geral , em condições de higiene precária, prostrado e inapetente, com dor superficial e profunda em membros torácicos e pélvicos, escaras..., dermatite úmida aguda...com distensão abdominal por repleção de vesícula urinária , desidratação, ferida cirúrgica aberta contaminada com secreção purulenta na coluna lombar, expondo tecido subcutâneo, musculatura adjacente e processos espinhosos de vértebras lombares.
Em sua defesa, afirmou que “não havia regras a serem violadas, pois não recebeu qualquer determinação verbal ou através de regulamento interno por parte de seu ex-empregador que não permitisse a realização de alguns tipos de cirurgia” , o.
SOLICITAMOS A URGENTE MANIFESTAÇÃO DE TODOS JUNTO AO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA, ÓRGÃO QUE JULGARÁ RECURSO IMPETRADO CONTRA UMA INJUSTA E ABERRANTE DECISÃO.
É preciso cobrar do CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA rigor na apuração da conduta de médico veterinário, que submeteu à cirurgia de coluna um cão recolhido das vias públicas, conforme relato abaixo.
Enviem mensagens cordiais e respeitosas para o presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária Dr. Benedito Fortes de Arruda cfmv@cfmv.org.br e para o relator Dr. Antônio Felipe Figueiredo Wouk fwouk@ufpr.br , solicitando rigor na apuração do caso em que a UIPA é denunciante.
Há um mês quando começou o Projeto Cãominhada ,onde voluntários levam os cães capturados pelo CCZ de São Paulo para passear , apenas 4 pessoas apareceram Este número foi crescendo a cada semana e ontem mais de 100 pessoas esperavam ansiosas a hora de levar os cães para um passeio,com direito a tudo que eles merecem: petiscos,afagos,banho de sol e muito ,muito amor.Se para os animais estes momentos são de grande fecicidade, para as pessoas,esse exercício de solidariedade não tem preço.Dá pra ver a alma lavada no semblante de cada um.A energia do CCZ muda com aquela multidão que acorda cedo para praticar o bem.O amor fica no ar.E como amor com amor se paga, não faltaram lambidas e abanar de caudas agradecidas para o coração de todos ficar em festa.
Que continuemos a nos multiplicar, não apenas no CCZ de São Paulo,que sejamos exemplo para todos os cczs do país.Esse é apenas o primeiro passo dos muitos a serem dados e daremos.