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Brigas... e Depois?
  



Eram meras questões de minutos. E o encontro dos namorados mais parecia um duelo de ciúmes.

— Você chega sempre atrasado.

— É, sei. E ontem, quem é que ficou aqui esperando, que nem um pateta?

— Ah, eu só atrasei dois minutos. Hoje você atrasou dez.

— Você é que chegou adiantada. Mas deixa que qualquer desses dias eu descubro o que você tanto faz, que nunca chega na hora certa.

E as discussões se sucediam, sem pé nem cabeça. Mas ciúmes são cegos como o próprio amor. São sentimentos mesquinhos, minuciosos, não esquecem a insignificância dos mínimos segundos. As batidas do coração jamais deveriam se escravizar aos tiquetaques desencontrados de dois relógios diferentes.

A verdade, porém, é que eram ambos loucos, um pelo outro, e seus corações acabavam por se entender, num ritmo comum de compreensão. E as hostilidades descansavam invariavelmente em beijinhos e mil perdões.

— Desculpe, viu, amor?

— Que nada, meu bem, a culpa foi toda minha.

— Não, eu é que fiquei nervosa.

— Deixa disso, eu banquei o bruto.

Por pouco não voltavam a discutir.

Assim correram muitos meses e muitas, muitas brigas, e os dois não chegavam a um acordo. Mas a vida tem dessas coisas. Quando se dá conta, a felicidade já é irremediavelmente retrato na parede, cartinha na gaveta, passando.

Alguns anos mais tarde, ela se casava com um rapaz bonito, tipo galã da Metro. Viveram em harmonia, sem brigas, sem discussões, talvez por falta de imaginação do atlético marido.

Por outro lado, o antigo namorado da adolescência não tardou a se apaixonar pelo lindo dote de uma mocinha que era um tesouro, filha de próspero industrial. Embora se tratasse de uma menina meio café-com-leite, sua herança lhe dava um quê de exótico. Alimentava por ela uma intensa, excêntrica paixão, enquanto que o bonachão rodava com seu Rolls-Royce, jogava em Monte Carlo e repousava em seu iate transatlântico. E numa atitude de misericórdia, suportava, geralmente, como um senhor onipotente, os carinhos milionários da esposa.

Muito tempo depois, porém, por um desses acasos que só o destino sabe explicar, os dois antigos namorados se encontravam nas areias de Copacabana, que é a praia onde todos vão. Já não eram os mesmos. Ele parecia carregar os milhões matrimoniais na respeitável barriga. Ela continuava encantadora, mas apenas na medida que possa encantar uma mulher de cinqüenta anos. Conversaram pouco, o silêncio disse mais. E voltaram a se encontrar, com mais freqüência e menos acaso. Já eram, no entanto, velhos demais para as inflamadas e inúteis discussões dos dezessete anos. Caminhavam calmamente pela areia molhada, mão na mão, por mais ridículo que possa parecer para a sua idade. Caminhavam sem rumo, sem tempo, sem horizonte. E quando se voltavam, sentiam a nostalgia da vida perdida em poucos minutos.

Texto de Chico Buarque.

 





Escrito por Luisa Mell às 00h26
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não aprendi dizer adeus

Eu sempre tenho dificuldade com despedidas. Na verdade, qualquer fim me deixa um pouco apavorada. Mas a essa altura da minha vida já percebi que as coisas acabam, os momentos passam, e sempre é necessário acabar um ciclo para que outro possa começar.

Por isso hoje venho anunciar a despedida do Luiz do meu programa. Meu amigo, parceiro e guerreiro da causa animal vai seguir um novo rumo. Luiz é pré candidato a vereador pelo Partido Verde no Estado de São Paulo.

Certamente, Luiz será eleito e fará um belo trabalho, assim como fez durante todos esses anos ao meu lado no programa. Pulando muros, batendo boca, ficando horas na delegacia,

  

nas calçadas...e principalmente sempre disposto a defender e proteger os indefesos.

Mesmo sabendo de tudo isso, passo por um daqueles estranhos momentos...onde a mente lúcida já entende  o que é melhor, mas o complicado coração demora a aceitar e enche os olhos de lágrimas.

 



Escrito por Luisa Mell às 15h19
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 UMA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA MUITO “ HUMANA".

 

 

 

 O dono de uma  empresa comprou um barco por  500 mil  dólares,  para praticar caça submarina.

 

 O jovem executivo deu os parabéns ao patrão esportista.

 

 O  recém divorciado diretor administrativo da mesma empresa comprou um carro de 200 mil reais, só para conquistar as menos avisadas.

 

 O jovem executivo  desejou boa sorte  ao novo "garanhão do pedaço."

 

  Para não ficar por baixo, até a calorenta diretora de marketing  se endividou até o pescoço para comprar  por 20 mil dólares um casaco de pele animal.

 

  O jovem executivo achou o casaco de pele  lindo de morrer.

 

  Mas quando a secretária disse ia gastar  500 reais para fazer uma operação no seu cachorro...

 

 ...o jovem executivo achou uma bar-ba-ri-da-de alguém gastar um dinheirão desses com um animal.   



Escrito por Luisa Mell às 12h33
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